sábado, 26 de julho de 2008

Portas de banheiros públicos

Isto aconteceu logo que eu comecei a freqüentar um novo clube. Estava na lanchonete, fazendo novas amizades, quando a natureza me chamou e me fez lembrar que sou um mero mortal e tenho que satisfazer algumas necessidades básicas para sobreviver.

Perguntei a garçonete onde ficava o banheiro e ela me indicou educadamente. Fui à direção indicada e encontrei a porta com um "M". Entrei, fechei a porta e me deparei com três vasos sanitários e suas tampas, imaculadamente brancas, abaixadas.

Chego a me surpreender com a minha própria capacidade. Para quem sempre teve dificuldades para fazer contas de cabeça, meu cérebro processou aquela cena com um desempenho digno dos personagens do seriado CSI (Crime Scene Investigation). Em trinta e poucos anos de vida, eu nunca havia visto uma cena como aquela. Um banheiro público masculino nunca poderia ter três vasos com tampas abaixadas, simultaneamente!

Dei meia volta, torcendo para não ter muita gente do lado de fora, e saí daquele banheiro. Olhei novamente a porta e verifiquei que realmente existia um "M" colado na porta. Procurei a outra porta e vi que tinha um "H".

Caracas... O "M" era de "mulher" e não de "masculino"...

Porque não normalizam este tipo de coisa? Cada lugar é de um jeito. Alguns usam (F)eminino e (M)asculino, outros (M)ulher e (H)omem e, finalmente, "Ela" e "Ele".

Na hora do desespero é difícil analisar qual é a convenção que está sendo adotada.
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