sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quatro semanas sem fumar


Fazem quatro semanas que eu decidi parar de fumar, após vinte anos de tabagismo. Não fiz promessa para ganhar na megasena acumulada e nem para resolver qualquer assunto pessoal. Tomei esta decisão simplesmente porque estava sentindo dores estranhas no peito.

Apesar de perceber que fumar havia se tornado um hábito socialmente inaceitável e totalmente fora de moda, o catalizador desta decisão (eternamente adiada) foi mesmo o medo de adoecer.

Talvez eu faça parte da última geração que cresceu bombardeada com filmes e personalidades que glamourizavam o fumo. Este glamour se iniciou com Marlene Dietrich, Ava Gardner, Rita Hayworth e o eterno Humprey Bogart, no filme Casablanca.
Passou por ícones importantes como Marlon Brando, no filme "O Selvagem", e James Dean em "Assim caminha a humanidade" e sobreviveu até o fim da década de 80 e início dos anos 90, com fumantes inveterados como Mickey Rourke, que não parava de fumar no filme "Coração Satânico", ou Don Johnson no seriado "Miami Vice".

Hoje temos a Aline Moraes fumando cigarrilhas escuras na novela, mas acredito que este retrocesso seja um caso isolado.

Depois desta época, a sociedade mudou e o cigarro passou a ser corretamente encarado como o grande vilão da saúde e da convivência social. Até eu, que fumava, achava que acender um cigarro em locais fechados como shopping centers e supermercados era um ato de total falta de civilidade.

O ato de fumar vem se tornando uma ação cada vez mais difícil de ser executada e cada vez mais marginalizada.

Mas a minha comemoração é moderada porque quatro semanas não é nem um mês, somam apenas 28 dias. Mesmo com este pouco tempo, já sinto algumas melhoras na minha saúde, principalmente na minha disposição para acordar.

Os chicletes de nicotina ajudaram muito e agora o meu novo desafio é me livrar totalmente deles, aderindo à moda do século XXI: cuidar da saúde.

"Mens sana in corpore sano"
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