quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Minhas lembranças me aprontam cada uma

Ontem eu entrei em um restaurante e dei de cara com dois amigos que eu não via a mais de quinze anos. Eu me lembrava claramente de suas fisionomias, mas não me lembrava de seus nomes.

Ainda bem que o esquecimento foi mútuo e passamos pelos tradicionais 30 segundos de constrangimento, onde um tentava lembrar o nome do outro até não conseguir mais fingir, ter que admitir e perguntar: "Como você se chama mesmo?".

Passado o constrangimento, começamos a relembrar os dias de convivência que estavam esquecidos no passado. Foi quando me deu uma crise de risos que me exigiu muito esforço para ser contida.

Do nada, eu me lembrei que um deles foi meu companheiro de baseball. Lembrei de uma jogada, em que o adversário deu uma rebatida forte e a bola estava para encobrir o meu amigo.
Ele, num momento de grande esforço olímpico, pulou com todas as forças e conseguiu interceptar a bola no ar e eliminar o nosso adversário. Seria uma jogada linda se não tivesse acontecido uma coisa constrangedora.

No esforço do pulo, involuntariamente (eu acho), o meu amigo soltou um "pum" que provavelmente o ajudou a pular ainda mais alto e ganhar alguns centímetros extras. O problema é que todos os presentes escutaram. O nosso time, os adversários e a pequena arquibancada caíram na gargalhada e a jogada ficou ofuscada.

Voltando ao reencontro de ontem, porque cargas d água eu tinha que me lembrar disto bem naquela hora?

A mente humana pode ser muito anti-social.
Postar um comentário