segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Nem toda boa intenção se torna boa ação

O cenário é um supermercado, onde existem caixas de uso preferencial e não de uso exclusivo para idosos e gestantes.

Este acontecimento me fez aprender a diferença entre os dois. No primeiro, o supermercado não quer desperdiçar o salário do caixa com esperas ociosas entre um gestante e outra, ou entre um idoso e outro. Para contornar isto, ele classifica o caixa como preferencial e confia no bom senso das pessoas para utilizar o caixa e, em caso de necessidade, liberar a fila para as pessoas que deveriam ter preferências.

O caixa exclusivo não. Este só pode ser usado por pessoas gestantes e idosos mesmo e não tem espaço para o bom senso. Cria-se a regra e evita-se confiar no bom senso humano, ingrediente da vida urbana cada vez mais rara.

Bem, voltando a cena. Estou no caixa normal, ao lado do  caixa de uso preferencial e observo um homem jovem com um carrinho cheio de cervejas e apetrechos de churrasco. Atrás, esperam duas mulheres.

A segunda mulher fica indignada com a atitude do homem e começa a gritar.

- Que absurdo! O senhor está vendo a mulher grávida atrás e você se faz de desentendido! Deixa a gestante passar!

O homem fica totalmente sem graça e oferece, mansamente, a sua vez na fila.

A segunda mulher muito sem graça responde:

- Obrigada moço, mas eu sou gorda mesmo e não gestante. Pode passar as suas compras que eu espero...

Silêncio de sepulcro no supermercado. Nem toda boa intenção se converte em boa ação.

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