domingo, 18 de outubro de 2009

Uma visita ao Marlboro Land


Um passeio estilo "Marlboro Land" (onde os homens heteros se encontram), atualmente é um expressão politicamente incorreta devido as leis anti-fumo e as campanhas de respeito as opções de cada indívíduo, mas que se encaixa perfeitamente para visita ao salão das duas rodas em São Paulo (11/10/2009).

Meu irmão, filhos e sobrinho gostaram, mas minha sobrinha sofreu demais. Ainda bem que não levamos nossas esposas.

Tirei esta foto no salão e dei uma tratadinha no GIMP. Ela é a mesma que aparece no seriado House. Uma CBR 1.000 RR Repsol. Um belo brinquedo para garotos grandes e sem juízo.

sábado, 17 de outubro de 2009

Fim de tarde na Avenida Radial Leste


Depois de um longo tempo sem postar, deixo mais uma registro fotográfico dos meus caminhos solitários pelo trãnsito congestionado de São Paulo.

Mergulhado no caos urbano, só nos resta tentar manter a sanidade através destes belos espetáculos da natureza. Pena que nem sempre estamos atentos o suficiente, para poder contemplar estes presentes da vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Super hot-dog da USP

Todos que me conhecem pessoalmente sabem que eu adoro experimentar novos pratos e novos restaurantes. Não me considero um gourmet, muito pelo contrário, sou apenas um ser humano que gosta de comer.

Adoro entrar em restaurantes desconhecidos, principalmente étnicos e regionais, para deixar que o garçom escolha meus pratos e não tenho vergonha em perguntar qual é a forma correta de apreciar cada prato. Este tipo de abordagem já me rendeu boas conversas e ótimos pratos.

Mas o assunto de hoje não é o novo e sim o velho. Talvez a palavra “velho” não seja o mais adequado. Prefiro pensar em “nostálgico”.

Ontem, como em outros anos, abri a revista Veja São Paulo e me deparei com a edição que lista os melhores restaurantes e bares da cidade. Confesso que todos os anos eu torço por um lugar em especial. Não é um restaurante badalado, não é um restaurante sofisticado e nem é um templo da gastronomia moderna.

Eu torço fervorosamente, anos após ano, por uma barraquinha de rua que serve cachorro quente. O Super Hot Dog da USP que eu freqüento desde 1986. E para minha felicidade, mais uma vez ele estava lá.

Sempre achei que ficar lembrando o ano em que cada evento acontece era papo de velho, mas, no meu caso, 1986 é um ano fácil para eu lembrar. Ano em que cursava o segundo colegial, ano de prestar vestibular como pára-quedista e começar de definir meu futuro.

Foi um amigo chamado Roberto que nos apresentou a barraquinha. Ela já era famosa desde aquela época e serviu de desculpa para conhecermos o campus em que sonhávamos estudar. Pegamos um ônibus que nos levou do bairro do Paraíso até a Cidade Universitária. Um longo de trajeto de mais de uma hora, em uma época em que o trânsito nem chegava perto da loucura que é hoje.

O sanduíche era enorme e seu Antônio o cortava o pão de forma diferente. O corte era feita na parte de cima e não deitado, como é tradicional. Lembro que Roberto era um cara de bom coração, mas muito desastrado. Derrubou o sanduíche e se sujou todo, tirando gargalhadas de todos nós. Que saudades deste tempo em que tudo era engraçado.

Comemos nossos hot-dogs pensando nas incertezas do futuro. Será que passaríamos no vestibular? Será que nossas amizades sobreviveriam à separação para cursarmos carreiras diferentes? Será que seríamos alguém na vida?

Daquele dia até ontem, vinte e três anos se passaram. A maioria de nós conseguiu passar na USP, alguns formaram rapidinhos e outros demoraram mais. Alguns voltaram para fazer especializações, mestrados e doutorados. Outros entraram de cabeça no mercado e se deram muito bem.

As amizades não resistiram muito bem ao tempo. Confesso que nomes e rostos se confundem no ambiente esfumaçado da minha memória, mas lembro dos sentimentos de amizade, de esperança no futuro e a sensação de que o mundo era nosso e só precisava ser descoberto.

E, na minha vida, a barraquinha de cachorro quente se tornou uma espécie de portal para o passado. Quando tenho chance, aproveitando alguma reunião na região, dou uma desviada e ainda almoço na mesma barraquinha. Seu Antonio não monta mais os sanduíches, mas seu filho continua a tradição, com uma pequena diferença: o pão não é mais cortado na parte superior. Dou-me a liberdade de imaginar que talvez seja em respeito ao pai.

Enquanto almoço, relembro do passado. De quem eu fui e nas coisas em que acreditava. Faço um balanço de minha vida e aproveito para agradecer o que a vida me proporcionou.

E que venham muitos hot-dogs cheios de sabor.

Gisele Bündchen é nomeada embaixadora da ONU

A modelo foi escolhida por sua dedicação a causas ambientais e sua preocupação com o aquecimento global.

Sua primeira ação relevante foi enviar um e-mail para direção da TV Globo solicitando o aumento na potência do ar condicionado nas instalações da emissora.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Viajando na maionese

Depois de um longo período sem postar, senti um leve desejo para retomar. O assunto eu não está definido porque a alma anda confusa.

Talvez seja uma daquelas crise de meia idade. Ando escutando músicas antigas, que me acompanharam na adolescência. Legião Urbana, The Smiths, Lou Reed e Tom Waits. Músicas tristes, para jovens perdidos no mundo, cheios de respostas e certezas, mas sem forças para mudar o mundo.

Lembro que acreditava em promessas, amizades duradouras e amores eternos. O tempo me mostrou que tudo isso existe, mas ficam escondidos em pequenos momentos da vida. São como flashes de luzes, nos iluminando e aquecendo por segundos. Aproveita-se o instante ou perde-se a oportunidade para sempre. É como ir ao estádio e ir ao banheiro bem na hora em que o craque do seu time faz um gol de bicicleta. Você escuta a gritaria, coloca o dito cujo apressadamente na cueca e sai correndo, mas é tarde. O máximo que consegue é assistir o replay em casa, mas a magia do momento não está mais lá.

A lição que sobra é aproveite os momentos que pode, não lamente os que perdeu e fique atento aos que estão por vir.