segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Estagiário Danoninho

Outro dia eu estava acompanhando alguns técnicos soteropolitanos que visitavam o nosso escritório que fica na zona norte de São Paulo.

A agenda da manhã correu tranquilamente e resolvemos fazer uma pausa para o almoço. O gerente do escritório da zona norte escolheu um restaurante próximo, onde era possível chegar após uma breve caminhada.

Novamente o almoço foi tranquilo, conversamos amenidades e contamos piadas. Eu voltava tranquilamente, conversando e rindo com os nossos convidados, quando tocou o celular. Era uma funcionária do escritório onde eu fico trabalho.

Eu: - Oi, o que aconteceu?

Ela: - Você não vai acreditar, mas o estagiário se cortou com um estilete.

Eu: - Ué, manda lavar e colocar um band-aid.

Ela: - Já tentaram, mas não pára de sangrar...

Eu: - Foi grave assim?

Ela: -Sim... ele estava cortando umas plantas e se empolgou. Parece que arrancou a ponta do dedo.

Eu: - Putz... Já pede prá tia da limpeza separar alguns sacos de lixo preto.

Ela: - Prá que?

Eu: - Se ele morrer, joga ele no beco e avisa o RH para rasgar o contrato de estágio dele... Perae... Antes de rasgar o contrato de estágio, vê quanto que é o valor do seguro e quem são os beneficiários. Se der para mudar para o meu nome, não joga ele no beco.

Ela: -........

Eu: Tô brincando. Manda alguém levar ele para um pronto socorro ou farmácia.

Ela: -Ok... eu mando noticias...

Eu: - Como vou estar em reunião, me manda por SMS.

Desliguei o celular e meus companheiros de almoço perguntaram, assustados, o que havia acontecido. Parece que só entenderam a parte do saco preto e acharam que alguém havia morrido mesmo. Eu os tranquilizei e disse que foi apenas um pequeno corte com estilete.

Entrei na reunião e comecei a receber alguns SMS:

“O primeiro pronto socorro não atende o seguro saúde dele. Eles estão indo para outro”

“Chegaram no segundo pronto socorro e o atendente mandou passar no atendimento primeiro e fazer a ficha depois, porque está sangrando muito”

Eu pensei comigo mesmo: “Caramba...que raio de corte foi esse? O cara estava cortando plantas com uma serra elétrica?”

Finalmente chegou a última mensagem: “Ele foi atendido e está com o braço imobilizado. Não vem trabalhar amanhã”

Pensei novamente: “Imobilizaram o braço do menino, por causa de um corte de dedo?? Que esquisito”

Alguns dias depois ele apareceu. Já não estava com o braço imobilizado, mas tinha um grande curativo no dedo indicador.

Resolvemos criar uma nova regra no escritório. A partir de agora, só estagiários com mais de 21 anos podem usar objetos cortantes. Os marmiteiros com menos de 18 estão proibidos de almoçar com garfo e faca, podendo usar apenas colheres de plástico.

Tudo em nome da segurança.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Provas que o PT-PAC não decolou...

Desculpem, mas eu não resisti... Até esperei alguns dias, mas como não vi nenhuma piada neste sentido, resolvi mostrar...

pt_pac

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Trabalhadores informais 01 - Vendedora de amendoim

Continuando com o projeto "Uma vaga idéia na cabeça e uma câmera barata na mão", vou postar uma foto da outra linha que eu gostaria de clicar pelas ruas da cidade: "Trabalhadores informais".

Quero fotografar estas pessoas que fazem parte do cenário que compõe o meu cotidiano. Tenho alguns deles mapeados e admiro o grande esforço deles para sobreviver. Trabalham nas ruas, debaixo de sol e chuva, em dias frios e dias quentes.

Provavelmente vivem apenas o presente porque este tipo de atividade dá pouca margem para sonhar com o futuro. Trabalham como formigas, mas devem viver com as incertezas da cigarra.

Trabalhadores informais

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Vendedora de amendoim - Av. Radial Leste - São Paulo/SP

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Uma vaga idéia na cabeça e uma câmera barata nas mãos

Fiquei um tempo tentando fotografar pelas ruas de São Paulo com uma câmera com mais recursos mais muito "trambolhosa". Percebi que ficar carregando uma câmera grande, dentro de uma mala, era impraticável para um amador como eu.

Resolvi partir para o caminho oposto: comprar a câmera mais simples e mais barata possível. Desta forma eu poderia sair andando pela cidade, fotografar discretamente e sem medo de perder ou quebrar o equipamento.

Aqui estão os primeiros resultados de uma das idéias que eu tinha: fotografar fragmentos da cidade. Este muro grafitado fica no caminho do trabalho e sempre me anima as manhãs. Tem um tema meio retrô, com carros da década de 1920/30, homens de chapéu e mulheres muito elegantes. Preciso separar um tempinho e tentar fotografar com mais capricho.

Fragmentos de São Paulo

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Grafite localizado na Av. Morumbi - São Paulo - SP

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sem tempo para postar

Esta semana a coisa está complicada. Não estou conseguindo o tempo adequado para escrever, mas vou deixar uma foto que eu tirei em 2007.

Gosto da simpatia desta imagem, independente da religião. Me faz ter certeza de que dias melhores virão.

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